30 novembro 2010

Where do ideas come from?, por Seth Godin


  1. Ideas don’t come from watching television
  2. Ideas sometimes come from listening to a lecture
  3. Ideas often come while reading a book
  4. Good ideas come from bad ideas, but only if there are enough of them
  5. Ideas hate conference rooms, particularly conference rooms where there is a history of criticism, personal attacks or boredom
  6. Ideas occur when dissimilar universes collide
  7. Ideas often strive to meet expectations. If people expect them to appear, they do
  8. Ideas fear experts, but they adore beginner’s mind. A little awareness is a good thing
  9. Ideas come in spurts, until you get frightened. Willie Nelson wrote three of his biggest hits in one week
  10. Ideas come from trouble
  11. Ideas come from our ego, and they do their best when they’re generous and selfless
  12. Ideas come from nature
  13. Sometimes ideas come from fear (usually in movies) but often they come from confidence
  14. Useful ideas come from being awake, alert enough to actually notice
  15. Though sometimes ideas sneak in when we’re asleep and too numb to be afraid
  16. Ideas come out of the corner of the eye, or in the shower, when we’re not trying
  17. Mediocre ideas enjoy copying what happens to be working right this minute
  18. Bigger ideas leapfrog the mediocre ones
  19. Ideas don’t need a passport, and often cross borders (of all kinds) with impunity
  20. An idea must come from somewhere, because if it merely stays where it is and doesn’t join us here, it’s hidden. And hidden ideas don’t ship, have no influence, no intersection with the market. They die, alone

21 novembro 2010

I wanna live inside of this clip (part II)

EL GUINCHO | Bombay from MGdM | Marc Gómez del Moral on Vimeo.

They say when you meet the love of your life, time stops.

Annie Liebovitz + Alice







Annie Leibovitz é provavelmente a fotografa mais famosa do mundo e, com fotos destas, é impossivel duvidar do seu mérito. Esta peça fotografica inspirada no clássico badalado de Lewis Carroll foi publicada na Vogue Magazine e é o melhor exemplo para justificar a minha paixão pelas chamadas revistas de luxo de moda. A criação de um universo artistico delineado a partir de uma peça, tanto de roupa como de um sapato, requer uma imaginação e criatividade tão grande, a meu ver, que é fascinante, balanceando na minha cabeça com Dali ou outros tais.
Voodoo Girl

Her skin is white cloth,
and she’s all sewn apart
and she has many colored pins
sticking out of her heart.

She has many different zombies
who are deeply in her trance.
She even has a zombie
who was originally from France.

But she knows she has a curse on her,
a curse she cannot win.
For if someone gets
too close to her,


the pins stick farther in.

20 novembro 2010


Eu fui, vi, gostei e postei.

Nota: Para quando um Portugal retratado como um Vencedor
e não na eterna procura de Sebastião,
com medo de enfrentar mais do que o horizonte lhe oferece?

O Teatro Nacional São João, no Porto, apresenta hoje em estreia absoluta a nova criação de Ricardo Pais: Sombras – A nossa tristeza é uma imensa alegria. Dois anos depois de ali ter estreado a sua última criação, ainda na qualidade de Director Artístico do TNSJ, Ricardo Pais regressa a casa para criar Sombras.

Escreve Ricardo Pais:
Sombras constrói-se numa espécie de paisagem cénica insólita, cheia de eventos inesperados e contrastantes. É um espectáculo multidisciplinar, decididamente contra os tiques da “fusão” ou da “world music”. Tem no fado o seu coração sofrido e no fandango uma espécie de cavalgada eufórica. Assenta em música original, parte de uma banda sonora de missão unificadora.

Retomamos, num tom mais evocativo do que narrativo, alguns momentos dos grandes textos portugueses que visitámos nestes últimos anos, sublinhando a insistência em alguns temas da chamada mitologia portuguesa, do seu pano de fundo lendário e da relação destes com alguns dos temas mais recorrentes no Fado: a passagem inexorável do tempo; o regresso de um Rei Encoberto; a timidez em enfrentar o nosso próprio retrato ou o vício, a pressa de perdoar, de aplacar; o desejo complacente da separação dos corpos e a intolerância anti-espanhola (na Castro, a história de amor, seminal de todas as perdas que o fado celebra); a ganga lisboeta nos escassos mas vibrantes textos populares de Pessoa; as apoteoses alcoólicas de Álvaro de Campos; a vertigem da culpa e do desejo nos poemas de Pedro Homem de Mello…

Ensombramentos e incandescências da nossa natureza teimosa e periférica a que o olhar do videasta Fabio Iaquone acrescenta uma destemida fantasmização. Sombras, como o nome indica, exalta todos os jogos de equívoco de que o Teatro nunca parece saciar-se.